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Economia
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OMATAPALO fixa metas ESG até 2030 e chega aos 15 mil trabalhadores
O Grupo OMATAPALO publicou esta terça-feira, em Luanda, o Relatório de Sustentabilidade 2025, no qual anuncia o aumento da sua força de trabalho de cerca de 12 mil para aproximadamente 15 mil colaboradores e define metas ambientais, sociais e de governação para o período 2026-2030.
De acordo com o documento, o investimento em formação cresceu 38,2% em 2025 e o investimento em responsabilidade social aumentou 28,9%, passando de 930 milhões para cerca de 1,2 mil milhões de kwanzas.
No plano ambiental, a taxa global de resíduos valorizados subiu de 68,0% para 71,2%, enquanto a valorização dos resíduos de construção e demolição passou de 84,0% para 87,8%, refere o relatório.
Entre as metas fixadas para os próximos anos, o grupo prevê atingir dez horas de formação por colaborador por ano até 2027, alcançar 95% de valorização dos resíduos de construção e demolição até 2028 e elevar o investimento em responsabilidade social para 1,5 mil milhões de kwanzas até 2028. A empresa compromete-se ainda a aumentar progressivamente a participação feminina em funções de liderança e de chefia de obra e a definir uma meta de redução de emissões alinhada com o Acordo de Paris.
Segundo o relatório, a OMATAPALO está a desenvolver o inventário de emissões de gases com efeito de estufa, de acordo com o GHG Protocol, que servirá de base à definição dos objectivos de descarbonização e ao Plano de Acção Climática do grupo.
“A publicação deste relatório representa mais um passo na consolidação da sustentabilidade como parte integrante da forma como gerimos o Grupo”, afirmou Manuel Mamboza, director executivo do Grupo OMATAPALO, citado no documento.
“O nosso objectivo é medir cada vez melhor o nosso desempenho, definir metas concretas, acompanhar regularmente a sua evolução e garantir que o crescimento da OMATAPALO continua a gerar valor económico, social e ambiental de longo prazo”, acrescentou.
O relatório foi elaborado por referência aos padrões da Global Reporting Initiative (GRI) e dá continuidade ao processo de reporte iniciado pelo grupo, permitindo comparar resultados entre exercícios e estabelecer prioridades.
A publicação enquadra-se na estratégia de sustentabilidade da empresa, que em 2024 aderiu ao Pacto Global das Nações Unidas, assumindo o compromisso de alinhar a sua actuação com os dez princípios universais nas áreas dos direitos humanos, práticas laborais, ambiente e combate à corrupção, bem como de contribuir para os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Na vertente social, a actuação do grupo está alinhada com os ODS 1, 2, 3 e 4, relativos à erradicação da pobreza e da fome, à saúde de qualidade e à educação de qualidade. Através da Missão Fazer Sorrir e de várias parcerias, a OMATAPALO desenvolveu iniciativas nas áreas da alimentação, saúde, educação e desenvolvimento comunitário.
Sociedade
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Angola regista queda de gravidez na adoslescência de 43,5% para 27,1% na última década
A prevalência da gravidez na adolescência em Angola diminuiu de 34,5% para 27,1% ao longo de uma década, mas os níveis permanecem elevados, sobretudo nas zonas rurais e entre adolescentes sem escolaridade, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os números constam do Relatório Temático sobre Fecundidade na Adolescência em Angola, apresentado terça-feira, em Luanda, com base nos resultados dos Inquéritos de Indicadores Múltiplos e de Saúde (IIMS) de 2015-2016 e 2023-2024.
De acordo com o estudo, a prevalência da gravidez entre raparigas dos 15 aos 19 anos registou uma redução de 21,5% no período analisado, passando de 34,5% para 27,1%.
Apesar da evolução, Angola continua acima da média estimada para a África Subsaariana, situada em 18%. O país apresenta, contudo, uma prevalência inferior à registada em Moçambique, estimada em 36%, e na Zâmbia, com 28%.Em sentido contrário, os valores angolanos permanecem acima dos observados na Tanzânia (23,4%), Camarões (23%) e Gabão (22,9%).
Diferenças entre provínciasA evolução registada no país esconde diferenças significativas entre as províncias. Malanje apresentou uma redução de 24,4 pontos percentuais, seguida da Lunda Sul, com menos 23,2 pontos, da Huíla, com menos 19,7 pontos, e do Cunene, com uma diminuição de 14,6 pontos percentuais.
Luanda manteve a prevalência mais baixa entre as províncias analisadas, passando de 21,2% no IIMS 2015-2016 para 13,9% no inquérito de 2023-2024.Segundo o INE, este resultado poderá estar relacionado com um maior acesso aos serviços de saúde e à educação.
Apesar dos progressos registados noutros pontos do território, algumas províncias continuam a apresentar níveis elevados. No Cuanza Sul, a prevalência atingiu 51,4%, enquanto no Cuando-Cubango chegou a 44% e no Cuanza Norte a 41,3%.
O Bengo foi a única província destacada pelo estudo por ter registado um aumento, de 2,7 pontos percentuais, no período considerado.
Fecundidade também recuaA taxa de fecundidade entre adolescentes também apresentou uma redução significativa. O indicador passou de 163 nascimentos por cada mil adolescentes no IIMS 2015-2016 para 122 por mil no IIMS 2023-2024, representando uma diminuição de 25,2%.
A redução foi mais acentuada nas áreas urbanas, onde atingiu 33,3%, enquanto nas zonas rurais ficou pelos 18,4%.
Apesar da diminuição, as áreas rurais continuam a apresentar níveis elevados, com uma taxa de fecundidade de 195 nascimentos por mil adolescentes em 2023-2024.
Nos dois inquéritos foram abrangidas 3.444 e 3.874 adolescentes, respectivamente, sendo que cerca de sete em cada dez viviam em áreas urbanas.
Escolaridade e acesso à informação
O relatório associa os progressos registados na última década, entre outros factores, ao aumento da escolarização feminina, ao adiamento do casamento e ao maior acesso à informação sobre saúde sexual e reprodutiva.
Ainda assim, o INE salienta que a prevalência continua mais elevada nas zonas rurais e entre adolescentes sem qualquer nível de escolaridade.
O estudo recomenda, por isso, a adopção de estratégias diferenciadas, tendo em conta as especificidades de cada região, com o objectivo de acelerar a redução da gravidez na adolescência e diminuir as desigualdades existentes.
Entre as medidas apontadas estão o reforço da permanência das raparigas na escola, a prevenção do casamento precoce, a expansão dos serviços de saúde sexual e reprodutiva adaptados aos adolescentes e o combate a normas sociais consideradas prejudiciais.
O relatório foi elaborado com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA).
Opinião
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