O líder da UNITA, maior partido da oposição angolana, disse hoje que a governação de Angola tem sido feita “sempre através da aquisição de novas dívidas”, supostamente contratadas “semanal ou quinzenalmente”.
“A governação tem sido sempre através da aquisição de novas dívidas. Hoje o país sobrevive quase semanal e quinzenalmente através de contratações contínuas de endividamento”, disse o líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Adalberto Costa Júnior, na apresentação da visão do partido sobre o estado da economia nacional.
Adalberto Costa Júnior afirmou que a análise feita pelo partido vai ser partilhada com o exterior para o alerta de investidores em Angola “que querem estar numa economia com estabilidade” e também para ajudar a “não conceder dinheiros que vão para consumo e não para criar país”.
De acordo com o presidente da UNITA, é possível Angola sair do cenário de uma economia “amarrada a um enorme embondeiro chamado partido-Estado”, através de “reformas, coragem e vontade política”.
Segundo Adalberto Júnior, ao partilhar “números muito substantivos”, o partido está “a fazer um exercício no quadro dos 50 anos de independência, de partilha e de convite para uma Angola melhor”.
O líder da UNITA afirmou que foram apresentadas as soluções e “os governantes têm todas as condições de as poderem abraçar, porque Angola não tem só petróleo”.
“As dependências do petróleo são de risco e nós vimos aqui algo surpreendente ao longo de todos os ciclos. O crescimento de acumulação de receita foi sempre equivalente ao crescimento da dívida. É inacreditável!”, salientou.
Fonte: Lusa